terça-feira, 25 de maio de 2010
Momentos mágicos
Uma música tocante. Uma imagem de tirar o fôlego. Receitas para acessarmos nossos sentimentos mais profundos, que estão escondidos na nossa brigada temporária nesse mundo. Estava escutando uma música de um conhecido filme épico, que é um dos meus favoritos não apenas pela história, mas sim por seus ideais escondidos em cada um de seus três livros de aventura. Escutando essa música, me imaginei em um pico de uma montanha vendo o sol nascer, nosso astro rei. Do alto dessa montanha o mundo estava coberto de nuvens brancas enquanto que os primeiros raios de sol vinham abraçar nosso querido planeta e aquecê-lo de amor cósmico por mais um dia. Em momentos como esse e não apenas nesses momentos, mas lendo certas histórias de grandes heróis do passado, grandes contos, vendo cenas empolgantes ou estimulantes, podemos sentir algo dentro de nós querendo sair. Parece que nessas horas, algo começa a querer sair de nosso corpo, de nosso morada temporária, como se quisesse sair para o mundo. Nessas horas, podemos sentir nossos mais profundos sentimentos, podemos abraçar-nos internamente sentindo quem realmente somos. Nesses momentos sentimos a esperança de tempos melhores, sentimos a presença de todos que nos são queridos, mesmo que eles não estejam mais conosco fisicamente. Do alto daquela montanha, a vontade era de deixar sair o que queria sair e abraçar o mundo, sentir a energia do planeta, a energia do universo. A energia do que só iremos conseguir contemplar quando finalmente nos libertarmos desse mundo. Nesses momentos, nossa esperança é invencível, imbatível. Podemos sentir o mundo e todas as suas belezas que nos foram dadas de presente para que nós pudéssemos viver uma vida livre e emancipadora. Uma vida de solidariedade, de amor, de conhecimento, de sentimentos puros. Eu acredito que existia um paraíso na Terra. Nós o estamos destruindo. Não conseguimos sequer entender e respeitar a grandeza e sacralidade que existe em todas as coisas que nos cercam. Não conseguimos identificar nossos irmãos, nosso planeta, queremos logo sair para explorar o universo sem sequer termos conseguido nos achar interiormente. Como entender outras vidas que podem haver por aí afora se sequer entendemos e encontramos nós mesmos? No alto do pico da montanha de onde cada um de nós está, que possamos contemplar o mundo e suas belezas infindáveis e que possamos aprender a viver com elas novamente, quando finalmente voltaremos a nos encontrar, a entender quem nós somos. Entender quem são nossos irmãos, entender aonde é nossa casa, aprende a sentir os momentos. No alto da montanha, à beira de um lago, embaixo de uma cachoeira, nas areias de uma praia, dentro de uma floresta, em uma ilha no meio do oceano, podemos sentir o mundo que nos cerca e compartilhá-los com todas as pessoas e outros seres que passam em nossas vidas, nossos irmãos, que nos são tão queridos. Aprendamos a respeitar a sacralidade do que nos cerca e estaremos respeitando a nós mesmos. Uma vida em comunidade em harmonia com a natureza. Esse é um dos caminhos para a libertação. Que cada um que ler esse texto, possa, do alto de sua montanha, contemplar o mundo que o cerca e aprender a sentir quem nós somos de verdade, deixar se envolver pelos sentimentos dos momentos mágicos que temos que saber perceber.
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