quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pra não dizer que não falei das flores


Caminhando e cantando e seguindo a canção



Somos todos iguais braços dados ou não


Nas escolas nas ruas, campos, construções


Caminhando e cantando e seguindo a canção






Vem, vamos embora, que esperar não é saber,


Quem sabe faz a hora, não espera acontecer






Vem, vamos embora, que esperar não é saber,


Quem sabe faz a hora, não espera acontecer






Pelos campos há fome em grandes plantações


Pelas ruas marchando indecisos cordões


Ainda fazem da flor seu mais forte refrão


E acreditam nas flores vencendo o canhão






Vem, vamos embora, que esperar não é saber,


Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.






Há soldados armados, amados ou não


Quase todos perdidos de armas na mão


Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição


De morrer pela pátria e viver sem razão






Vem, vamos embora, que esperar não é saber,


Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.






Vem, vamos embora, que esperar não é saber,


Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.






Nas escolas, nas ruas, campos, construções


Somos todos soldados, armados ou não


Caminhando e cantando e seguindo a canção


Somos todos iguais braços dados ou não


Os amores na mente, as flores no chão


A certeza na frente, a história na mão


Caminhando e cantando e seguindo a canção


Aprendendo e ensinando uma nova lição






Vem, vamos embora, que esperar não é saber,


Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.






Vem, vamos embora, que esperar não é saber,


Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

                
                                                            (Geraldo Vandré)

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