Foi aprovada na Argentina a lei que dá os mesmos direitos aos homossexuais e lésbicas referentes ao casamento que os heterossexuais, ou seja, que um casal comum. Isso muda o código civil do país que a partir de agora mudará os termos “marido e mulher” para “contraentes”. Com isso, ficam assegurados os direitos de herança e adoção, e os diferentes tipos de casais ficam igualados na sociedade. A aprovação foi recebida com muita alegria, apesar dos vários protestos de grupos conservadores religiosos e outros setores conservadores da sociedade. Parabéns à sociedade irmã argentina que foi o primeiro país da América Latina a aprovar tal lei seguindo outros países com leis progressivas.
É ainda preocupante a maneira como casais do mesmo sexo são tratados em em várias sociedades do mundo, inclusive a nossa brasileira. A partir do conservadorismo, não nos atemos em um conceito fundamental em qualquer sociedade, que mesmo grupos ligados à igreja parecem ter esquecido: o respeito ao próximo. O que importa não é se o casal é formado por homem e mulher ou pessoas do mesmo sexo e sim o amor que existe entre essas duas pessoas. Mais uma vez nos atemos à forma e não olhamos o conteúdo, o interior, não conseguimos ver além do que as imagens nos mostram. O Brasil deveria seguir esse mesmo caminho, mas acho difícil visto a sociedade ainda majoritaramente conservadora que domina a política e a vida nacionais.
Recentemete foi publicadas novas leis pelo Vaticano que endurecem as penalidades contra os clérigos que cometerem abusos sexuais e divulgarem qualquer material relacionado à isso ou pornografias bem como transformou em violação passível de excomungação a ordenação de mulheres como sacerdotes, tanto as ordenadas como quem as ordenou. Isso atinge os setores mais progressistas da igreja que começavam a reivindicar uma abertura maior do pensamento católico. É difícil para qualquer pessoa, mesmo clérigos, dissiparem a névoa das ilusões. Por que uma mulher não poderia ser uma sacerdote? O papel da igreja é indicar suas diretrizes para quem quiser seguir rumo à libertação final e dentro das diretrizes apontadas, cada pessoa acharia seu próprio caminho. Ao invés disso, o que se tem desde séculos passados é um controle dos pensamentos de seus fiéis, que não acabam encontrando um caminho verdadeiro.
Somos todos irmãos, filhos da mesma mãe e do mesmo pai e a distinção de sexo é uma distinção natural, originada para viabilizar a reprodução da espécie humana, bem como das outras espécies irmãs, para que isso seja a porta de entrada nesse mundo, para outros irmãos que aguardam sua vez de poderem continuar seguindo o caminho da libertação. Não há motivos para esse preconceito, portanto, tanto com casais do mesmo sexo, quanto com mulheres sacerdotes. Mesmo na bíblia temos a presença marcante e importantíssima de mulheres que foram fundamentais no caminho do próprio Jesus e à elas, ele devotava um respeito imenso, como à todos seus irmãos. Essas atitudes de preconceito não seguem seus ensinamentos e com isso continuamos reféns das ilusões que tantos grandes mestres como ele próprio combateram e deram a vida para nos libertar.
Não acredito que os grandes mestres, os quais não voltarão mais, pois já se libertaram e estão ao redor de nosso criador fiquem com raiva de atitudes como a ordenação de sacerdotisas ou a permissão de casais do mesmo sexo se casarem. Seus ensinamentos nos mostram que temos que ver além, temos que ver o interior e o que importa são as atitudes das pessoas em prol do bem do mundo, o amor existe entre um casal. Mas provavelmente estão tristes, pois nos afastamos cada vez mais da libertação.
O mundo caminha para a beira do abismo e uma revolução é necessária para que salvemos o planeta e encontremos a saída da caverna, que nos libertará.

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